Sexta, 06 de Fevereiro de 2026
21°C 32°C
Itu, SP

Programa de rádio une mãe e filha e conquista ouvintes em Itu

Essa história, que começa dentro de casa, ganha ainda mais força no estúdio

05/01/2026 às 23h21
Por: Redação Fonte: Letícia Paris, TV TEM e g1 Sorocaba e Jundiaí
Compartilhe:
Rita de Cássia e Sara Vasconcelos apresentando o programa Dose Dupla — Foto: Reprodução/TV TEM
Rita de Cássia e Sara Vasconcelos apresentando o programa Dose Dupla — Foto: Reprodução/TV TEM

Na mesa de casa, o café é servido com sorrisos, lembranças e muito carinho. É nesse ambiente de trocas do cotidiano que se fortalece a parceria entre Rita de Cássia e Sara Vasconcelos. Mãe e filha se unem mais do que laços familiares: dividem uma trajetória construída no rádio, onde o legado de uma serve de inspiração a outra.

Essa história, que começa dentro de casa, ganha ainda mais força no estúdio. Todas as sextas-feiras à tarde, Rita e Sara comandam o programa Dose Dupla, levando aos ouvintes de Itu (SP) três horas de conversa, música, memórias e reflexões.

Assim que os microfones são abertos, a sintonia é imediata. “A partir de agora se inicia em sua rádio o programa Dose Dupla com as apresentadoras Rita de Cássia e Sara Vasconcelos”, anuncia. O clima é de intimidade, como se o público fosse convidado a participar do papo entre mãe e filha.

"Eu chego lá e parece que estou na minha casa. A gente tem uma amizade muito grande. Claro que existe uma relação de mãe e filha, mas a gente é muito à vontade uma com a outra. A gente se ama muito", conta Rita.

Durante o programa, elas comentam assuntos atuais, relembram músicas que marcaram época, trocaram receitas e deixaram mensagens de reflexão. “Fecha os olhos suavemente, pense somente em coisas boas”, diz uma das falas que costumam relaxar a tarde dos ouvintes.

Para Sara, dividir o microfone com a mãe é também uma forma de aprendizado constante. "Eu falo que ela é minha mestra. Primeiro, da educação, do respeito, do discernimento que só uma mãe pode passar. E depois, a felicidade de ter uma mestra também dentro da minha profissão", afirma.

A relação de Rita com o rádio começou muito antes do Dose Dupla. Em 1967, ainda jovem, ela trabalhava como secretária em uma rádio da cidade quando uma situação inesperada mudou seu destino profissional.

O radialista oficial não estava no local no dia em que uma comitiva chegou acompanhando o então governador do estado, Laudo Natel. Sem alternativa, Rita foi conduzida até o estúdio. "Quando eu vi, estava lá em cima, sentado no estúdio, conversando com ele. Me senti tão à vontade", relembra.

A naturalidade foi tanto que, enquanto ela falava no ar, alguém enviou uma mensagem para avisar o dono da rádio de que a secretária estava apresentando o programa.

A partir de Dali, Rita nunca mais se moveu dos microfones. Totalmente ambientada, encontrada na rádio sua vocação. Conversar com ela é garantia de assunto para o dia todo, qualidade que conquistou gerações de ouvintes.

Entre eles está Vera Lúcia, que acompanha o programa durante o expediente na tapeçaria onde trabalha. “Eu conheço a Rita desde a época do 'Fuscão Preto'. Ela fez muito sucesso, era muito carismática e bonita. A gente seguiu caminhos diferentes, mas a rádio sempre esteve presente. Desde que ela voltou, com a Sara na Nova Itu, a gente não perde um programa”, conta.

O colega de trabalho, Ailton Silva, também faz questão de destacar o carinho. "Sou ouvinte fã da Dona Rita. Aqui, a Rita é um monumento Ituano. É uma pessoa que todo mundo conhece e admira. Se eu pudesse estaria todo dia ao ladinho dela e da Sara, abraçando, brincando, divertindo", diz.

Aos 77 anos, Rita soma quase seis décadas de história na rádio de Itu. Uma trajetória marcada pela proximidade com o público e pelo reconhecimento construído ao longo do tempo. Para os ouvintes, ela se tornou referência; para Sara, além de mãe, é exemplo de mulher, profissional e batalhadora.

“Eu sempre usei você como exemplo de mulher, de mãe, de avó e de trabalhadora”, declara a filha, em um dos momentos mais emocionantes do programa.

No Dose Dupla, o rádio deixa de ser apenas um meio de comunicação e se transforma em espaço de afeto, memória e encontro, onde histórias pessoais se misturam às de uma cidade inteira.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários