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Suspeita de matar casal diz que teve surto e ouviu vozes

A defesa da suspeita informou que ela possui um “histórico pessoal conturbado”

02/07/2026 às 16h46
Por: Redação Fonte: Leiliane Lopes/Pleno News
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Paola Cirino confessou ter matado Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Inácio. Fotos: Reprodução
Paola Cirino confessou ter matado Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Inácio. Fotos: Reprodução

Presa nesta quinta-feira (2), a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou informalmente à polícia ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Segundo a Polícia Civil, ela afirmou que teve um “surto psicótico” e disse ter ouvido vozes que mandaram que cometesse os assassinatos.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, Paola contou que foi à residência para fazer um serviço de limpeza e que decidiu praticar o crime após se impressionar com os bens do casal.

– Ela contou que quando estava trabalhando ficou encantada com a residência e, daí, surgiu o interesse em praticar o crime contra o patrimônio. Ela contou que viu as joias, relógios e uma quantia em dinheiro – afirmou o delegado à TV Record.

Ainda conforme a investigação, a suspeita relatou que dopou os idosos antes de atacá-los com golpes de faca.

Sobre a motivação dos assassinatos, Barletta disse que a mulher alegou ter sofrido um surto.

– Essas vozes determinaram que ela cometesse o assassinato do casal. Eu não me recordo de um crime contra o patrimônio com essa quantidade de golpes de faca – declarou.

Apesar da confissão informal, Paola exerceu parcialmente o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento oficial e não respondeu a todas as perguntas dos investigadores.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal para exames e, em seguida, levada ao sistema prisional.

A Polícia Civil estima que cerca de R$ 200 mil em bens tenham sido levados da residência, entre relógios, joias, roupas, óculos, objetos pessoais e dinheiro. Segundo o delegado, a suspeita afirmou ter vendido todo o material por R$ 3,3 mil.

A defesa da suspeita informou que ela possui um “histórico pessoal conturbado” e um “diagnóstico sensível”. O advogado Bruno Correa afirmou que aguarda documentos médicos para avaliar se pedirá um exame de insanidade mental.

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos foram localizados pelo filho das vítimas na última terça-feira (30).

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