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Nunca um presidente que perdeu o 1° turno virou e venceu no 2°

A votação está marcada para 25 de outubro

06/10/2026 às 13h34
Por: Redação Fonte: Paulo Moura/Pleno News
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Ricardo Stuckert / Agência Brasil / CP
Ricardo Stuckert / Agência Brasil / CP

Desde o fim do regime militar, nenhum candidato que terminou o primeiro turno no 2° lugar conseguiu virar uma eleição presidencial no Brasil na segunda rodada de votação. Dessa vez, o histórico pesa sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegará ao segundo turno de 2026 atrás de Flávio Bolsonaro (PL), com uma diferença de 2,2 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual.

A votação está marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. O petista terminou a primeira rodada com 3,4 milhões de votos a menos do que havia obtido no primeiro turno de 2022.

O Brasil teve sete eleições presidenciais com segundo turno entre 1989 e 2018, e em nenhuma delas o segundo colocado na primeira rodada conseguiu terminar a disputa em primeiro.

O próprio Lula já tentou essa recuperação. Em 1989, terminou a primeira votação 13,3 pontos percentuais atrás de Fernando Collor. O petista avançou 29,8 pontos entre as duas rodadas, mas não foi suficiente para superar o adversário, que venceu por seis pontos percentuais de vantagem.

Em 2018, Fernando Haddad também iniciou a segunda etapa em desvantagem. Substituto de Lula na disputa, o petista terminou o primeiro turno 16,75 pontos atrás de Jair Bolsonaro. Haddad reduziu a diferença, mas acabou derrotado por pouco mais de dez pontos.

O cenário foi diferente em 2022, mas com Lula ocupando a posição oposta à atual. O petista terminou o primeiro turno à frente de Jair Bolsonaro por seis milhões de votos, ou 5,23 pontos. No segundo turno, Bolsonaro diminuiu a distância, mas ainda perdeu por 1,8 ponto, equivalente a 2,14 milhões de votos.

Outros candidatos que chegaram à segunda rodada atrás também não conseguiram completar a virada. José Serra em 2002 e 2010, enquanto Geraldo Alckmin foi derrotado em 2006. Alckmin, por sinal, teve uma queda na quantidade de votos entre os dois turnos, algo que não voltou a ocorrer desde então.

Em 2014, Aécio Neves chegou ao segundo turno oito pontos atrás de Dilma Rousseff. O tucano reduziu significativamente a diferença durante a campanha, mas terminou derrotado por 3,2 pontos.

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